imaginário eixo


Tuesday, June 10, 2014
desconcerto

frio o gelo
que em mim
me fere.fria
a lâmina maluca.

desfere pontual
como um grito
a chaga. meio litro
de sangue em cada

perplexa ferida
de outono invernal,
estiolado cava
na carne um gemido

correm rios lentos
florestas apascentam
mugem vacas na tarde
cocoricam as galinhas

um fiapo a vida assim
nenhum desconcerto.
mas a ferida, ah,
lateja.veio a despedida.

frio o gelo
fere a faca
que em mim
corta agudo.

a ferida olha
não entende
cala. lava o
peso do mundo.






Posted at 07:31 am by estherlb

 

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rio como o rio.

o presente
é futuro
e rio como o rio

marulhando.
o grito dele
vaza o virá

inventou estrelas
desenhou barrancas
pressentiu o sal

mas é rio
rio como rio
sempre de passagem.








 




 
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