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porque existe saudade há parca e claridade. então preserva o poema porque acena a indigente a falta é tão evidente que é invisível a frase. em tudo a dor reverbera no azul frio de inverno o verso ganha o reverso como rosto exposto à praga as letras apenas esmagam cada sinal, só sintagma de vansaudades o vazio acorrenta o mar nos olhos e montanhas de desafio. e nas mãos desabotoadas súmulas e aluviões de rios ardem como pavios.e ardem. ![]() |
| Manoel Carlos December 26, 2006 07:17 AM PST <b>Natal sem sinos</b> - <i>Manuel Bandeira</i> No pátio a noite é sem silêncio E que é a noite sem o silêncio? A noite é sem silêncio e no entanto onde os sinos Do meu Natal sem sinos? Ah meninos sinos De quando eu menino! Sinos da Boa Vista e de Santo Antônio. Sinos do Poço, do Monteiro e da Igrejinha de Boa Viagem. Outros sinos Sinos Quantos sinos! No noturno pátio Sem silêncio, ó sinos De quando eu menino. Bimbalhai meninos. Pelos sinos De quando eu menino, Pelos sinos (sinos Que não ouço), os sinos de Santa Luzia. Rio, 1952 | ||
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