Entry: todas as tardes caem Thursday, December 28, 2006












todas as tardes caem
bêbadas de sono e calor
sobre as janelas. uma pausa:
silêncio para compor a noite.

no boteco da esquina
o cheiro de cefé requentado
fere as narinas
sobe pelas janelas, inunda a sala.

as tardes caem com cheiro
de folhas pisadas, os olhos tardam
nas lembranças, ou sei lá¡ por onde andam.
é preciso laçá-los para dentro de casa.

ah! este sentimento de compor a noite
no silêncio que o barulho faz
no asfalto quente do verão
e na freada ali da esquina. é. é o planeta.







   2 comments

Manoel Carlos
May 16, 2007   01:23 PM PDT
 
Esther, você sumiu, não atualiza mais... espero que esteja bem e feliz.
adelaide
February 5, 2007   01:36 PM PST
 
Esther querida, saudade de você. Com certa invejinha boa, abri um blog só de poemas, o Inscrições. Como vai a vida? Um beijo grande e até breve.

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